Guia completo sobre as exigências
O código de barras é obrigatório em diversos contextos no Brasil, especialmente em documentos fiscais eletrônicos e em grande parte dos produtos comercializados.
A exigência depende do tipo de operação, do setor e do canal de venda, e a GS1 Brasil é a autoridade responsável por emitir e padronizar esses códigos usados no país e no mundo.
No mercado brasileiro, diversos segmentos exigem o uso obrigatório do código de barras. Entre eles:
O GTIN é reconhecido internacionalmente e só pode ser emitido oficialmente no Brasil pela GS1 Brasil, certificando autenticidade e unicidade.
Esses três termos costumam gerar dúvidas, mas suas funções são distintas:
O GTIN faz parte do sistema global de identificação gerenciado pela GS1, para cada produto ser reconhecido mundialmente da mesma forma.
Em alguns casos, no entanto, o código de barras não é exigido, tais como:
MEIs e pequenos produtores podem estar dispensados, dependendo da operação, mas ainda assim são incentivados a usar GTIN para profissionalização e entrada em marketplaces.
Para qualquer exceção, é importante consultar a regra fiscal e analisar se o produto será comercializado em canais que exigem o código.
O processo para adquirir um código de barras é simples e pode ser feito diretamente com a GS1 Brasil:
A verificação é feita pela plataforma Verified by GS1 Brasil, que permite confirmar a unicidade do GTIN, identificar a empresa detentora do código e consultar o status atualizado do produto. Esse processo evita duplicidades e erros de cadastro que podem travar integrações com marketplaces ou causar devoluções no varejo.
A obrigatoriedade do código de barras na NF-e passou a valer em 1º de julho de 2011, marcando o Brasil como o primeiro país do mundo a implementar essa exigência para documentos fiscais eletrônicos.
A regra vale para todas as operações, incluindo venda, entrada, transferência, remessa, industrialização e outras movimentações de itens.
O objetivo com essa medida foi padronizar a identificação dos produtos, reduzir erros, facilitar conferência, diminuir fraudes e ampliar a rastreabilidade dentro das cadeias de suprimentos.
Para controle sanitário, validade e rastreabilidade;
Exigência de varejistas e distribuidores;
Seguem normas específicas da Anvisa para controle e segurança;
Essenciais para gestão de estoque e vendas;
Rastreamento e garantia;
Plataformas como Amazon, Mercado Livre e Magalu só aceitam GTIN oficiais;
Cada cor, tamanho ou sabor precisa de um GTIN único, permitindo diferenciação precisa no varejo.
O GTIN (Global Trade Item Number) é o número que identifica produtos de forma única em qualquer país. Antigamente chamado de EAN, ele é a base para geração dos códigos de barras usados no comércio.
Principais tipos de GTIN:

Para produtos muito pequenos;

Padrão utilizado principalmente nos EUA;

O mais comum no varejo brasileiro;
Usado para identificação de embalagens e caixas (unidades logísticas).
| Código de barras | GTIN | EAN |
|---|---|---|
É apenas a representação gráfica (as barras e espaços) que será lida pelo scanner; | É o número padronizado que fica por trás do código de barras; | É o antigo nome do GTIN, ainda usado por muitos profissionais no Brasil. |
O código de barras EAN-13 é o padrão adotado pelo varejo para leitura em pontos de venda (PDVs). Ele identifica o item de forma rápida e padronizada.
Já o QR Code pode armazenar muito mais informações, como URLs, dados ampliados e textos. Porém, vale ressaltar, ele não substitui o código de barras no varejo ou na logística, pois não atende aos mesmos requisitos de leitura e padronização global.
O preenchimento do código de barras na NF-e deve seguir o Manual de Orientação do Contribuinte (MOC).
Os dois campos mais importantes são:
Um exemplo rápido para diferenciar esses campos: um produto vendido na caixa, mas tributado na unidade, terá cEAN e cEANTrib diferentes.
Casos especiais:
Informações incorretas podem gerar rejeição da NF-e, multas, retrabalho e até bloqueio de vendas em marketplaces.
Produtos artesanais produzidos manualmente; | Itens vendidos a granel (frutas, legumes, grãos); | Produtos personalizados sob encomenda; | Embalagens internas não destinadas ao varejo; | Operações específicas previstas pela legislação estadual. |
A partir de 2025, novas etapas de exigência do GTIN serão implementadas, ampliando o campo de validação nos documentos fiscais.
Essas fases incluirão:
Empresas devem se preparar conferindo seus cadastros e revisando todos os GTINs ativos.
Veja os principais requisitos oficiais nacionais para o registro do código de barras em seus produtos:
A GS1 Brasil é a única entidade oficial autorizada a emitir GTIN no Brasil. Ao regularizar seus códigos de barras, sua empresa garante aprovação em marketplaces, emissão de NF-e sem rejeições, rastreabilidade completa e redução de erros no varejo. A padronização correta dos produtos aumenta a segurança operacional, reforça a credibilidade da marca e fortalece sua presença no mercado.